Incontáveis vezes vi a Alice. Vi-a em Amesterdão numa pequena doçaria sentada junto à vitrina, a beber um café, a trincar um queque de mirtilos e a escrever. Admirei a Alice não só aí mas todas as outras vezes que a vi, no mesmo cenário só mudando o que comia…
Frequentemente a solidão e o medo me levaram a viajar. Quando procurei respostas viajei, comprava bilhete para me encontrar. Noutros tempos, quando não tinha fonte de rendimento, as viagens aconteciam mais perto mas bem mais longe. Batia a porta de casa, calçava os chinelos de rua, olhava o céu e…